Reforma Tributária

CFC publica orientação sobre como contabilizar o IBS e a CBS

23 de julho de 2026 · 3 min de leitura
CFC publica orientação sobre como contabilizar o IBS e a CBS
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A Reforma Tributária já está mexendo com a rotina de quem cuida da contabilidade das empresas, e agora chegou mais uma peça importante desse quebra-cabeça: o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) publicou uma orientação técnica específica para ajudar contadores a registrar corretamente o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nas demonstrações contábeis.

Se você ainda está se familiarizando com essas siglas, vale lembrar: IBS e CBS são os novos tributos que, aos poucos, vão substituir impostos como ICMS, ISS, PIS e Cofins. E como todo tributo novo traz dúvidas sobre “como lançar isso no balanço”, o CFC decidiu dar um norte técnico para que a contabilidade das empresas não vire um terreno de incertezas.

O que a orientação técnica esclarece

O documento do CFC trata de pontos centrais que qualquer profissional de contabilidade vai precisar dominar nos próximos meses:

  • Como reconhecer a receita quando o IBS e a CBS estão embutidos nas operações de venda de bens e serviços.
  • Como tratar os passivos gerados por esses tributos, ou seja, o valor que a empresa deve mostrar como obrigação a pagar.
  • Como registrar os créditos tributários que a empresa tem direito a compensar, já que o novo sistema funciona no modelo de não cumulatividade (parecido com o que já existe hoje, mas com regras próprias).

Na prática, isso significa que o jeito de lançar uma venda, calcular o imposto devido e apurar os créditos vai passar por ajustes nos próximos anos, à medida que o novo sistema for implementado.

Por que isso importa para o seu negócio

Mesmo que você não seja contador, entender que esse tipo de orientação existe é importante porque afeta diretamente os relatórios financeiros da sua empresa, principalmente o balanço patrimonial e a demonstração de resultados.

Um erro no reconhecimento de receita ou no cálculo de créditos pode distorcer o resultado da empresa, gerar problemas em auditorias e até impactar decisões de investidores ou bancos na hora de conceder crédito.

Por isso, orientações técnicas como essa são bem-vindas: elas dão uma base comum para que todos os contadores do país sigam o mesmo caminho, reduzindo divergências na hora de aplicar as regras da Reforma Tributária na prática contábil do dia a dia.

O que muda no curto prazo

Como o IBS e a CBS estão sendo implementados de forma gradual, é natural que ainda existam ajustes e atualizações nessas orientações técnicas ao longo do processo. O importante agora é que empresas e escritórios de contabilidade comecem a se familiarizar com os conceitos trazidos pelo CFC, para não serem pegos de surpresa quando as regras entrarem em vigor de forma mais ampla.

Vale reforçar: cada empresa tem uma realidade diferente, com operações específicas que podem gerar dúvidas particulares sobre como aplicar essas normas. Por isso, o ideal é sempre confirmar prazos, valores e detalhes diretamente com o CFC ou com a Receita Federal, além de conversar com o seu contador de confiança.

Orientação prática

Se você é empresário, aproveite para conversar com o seu contador sobre como a sua empresa vai se adaptar a essas mudanças no registro contábil. Se você é contador, vale a pena estudar com calma a orientação técnica completa, disponível nos canais oficiais do CFC, para já ir ajustando processos internos e sistemas antes que o novo modelo tributário esteja totalmente em vigor.