Reforma Tributária pode aliviar a carga das empresas do Lucro Real
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A Reforma Tributária ainda está em fase de transição, mas já começam a surgir análises sobre como ela pode impactar, na prática, o dia a dia das empresas. Uma das discussões mais recentes envolve as companhias que apuram o Imposto de Renda pelo Lucro Real, o regime mais comum entre empresas de médio e grande porte. Estudos recentes sugerem que, nos primeiros anos da transição, essas empresas podem sentir uma redução na carga tributária total.
Se você é empresário, contador ou gestor financeiro de uma empresa nesse regime, entender esse cenário pode ajudar a se planejar melhor para os próximos anos.
O que muda com a transição
A reforma tributária substitui, de forma gradual, tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por um novo modelo baseado no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Essa mudança não acontece de uma vez: ela é implementada aos poucos, com um período de convivência entre o sistema antigo e o novo.
É justamente nesse período de transição que os estudos apontam uma possível vantagem para empresas do Lucro Real. Como os novos tributos ainda estarão sendo implementados de forma parcial, algumas companhias podem se beneficiar de uma carga tributária menor do que a que teriam no sistema atual ou no sistema totalmente novo, já consolidado.
Por que o Lucro Real pode sair na frente (por enquanto)
O Lucro Real costuma ser o regime mais complexo de apuração, já que o Imposto de Renda e a CSLL são calculados com base no lucro efetivo da empresa, com uma série de ajustes contábeis e fiscais. Justamente por essa complexidade, esse regime tende a reagir de forma diferente às mudanças trazidas pela reforma, se comparado ao Lucro Presumido ou ao Simples Nacional.
Segundo as análises, essa possível redução de carga não deve ser permanente. Ela tende a ser mais expressiva nos primeiros anos, enquanto o sistema tributário ainda está em ajuste. Conforme a reforma avança e os novos tributos passam a valer de forma plena, o cenário pode se equilibrar novamente.
Fique de olho, mas não tire conclusões precipitadas
É importante destacar que esses números ainda são estimativas baseadas em estudos e projeções. Cada empresa tem uma realidade diferente, com margens, custos e estrutura tributária próprios. Por isso, uma redução geral apontada em pesquisas não significa, necessariamente, que todas as empresas do Lucro Real vão pagar menos imposto nos próximos anos.
O ideal é acompanhar de perto as etapas da regulamentação da reforma, que ainda estão sendo definidas pelo governo federal, e verificar como cada mudança impacta especificamente o seu negócio.
O que fazer agora
Se a sua empresa está no Lucro Real, esse é um bom momento para simular cenários e entender como a transição pode afetar o seu fluxo de caixa e a sua carga tributária nos próximos anos. Vale a pena:
- Acompanhar as publicações oficiais do governo sobre a regulamentação da reforma;
- Revisar, junto com o setor contábil, como os créditos e débitos do novo sistema vão impactar a empresa;
- Fazer simulações periódicas, já que as regras ainda podem sofrer ajustes ao longo da transição.
Como o tema envolve muitos detalhes técnicos e pode variar de empresa para empresa, o mais recomendado é conversar com o seu contador de confiança. Ele poderá analisar o cenário específico do seu negócio e ajudar a aproveitar as oportunidades que a transição da reforma pode trazer, sem surpresas desagradáveis pelo caminho.