Simples Nacional: prazo de opção foi prorrogado até 15 de outubro
Quem administra uma micro ou pequena empresa ganhou um respiro a mais neste fim de ano. O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) decidiu prorrogar o prazo para adesão ao regime até 15 de outubro de 2026. A mudança veio depois de conversas com o Conselho Federal de Contabilidade e o Sebrae, que pediram mais tempo para que empresários e contadores se organizem diante das novidades da reforma tributária.
O que aconteceu
O Simples Nacional é o regime simplificado de tributação voltado para negócios que faturam até R$ 4,8 milhões por ano. Ele unifica vários tributos em uma única guia de pagamento, o que facilita bastante a vida de quem não tem estrutura para lidar com obrigações fiscais complexas.
Com a chegada da reforma tributária e a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), o CGSN precisou ajustar prazos e regras para que as empresas já optantes ou que pretendem entrar no regime consigam se adaptar sem sobressaltos. Por isso, o prazo que venceria antes foi estendido até 15 de outubro de 2026.
Vale destacar que essa prorrogação vale especificamente para a opção pelo Simples Nacional. Empresas que já são optantes e que precisam decidir como vão recolher o IBS e a CBS têm um trâmite próprio, ligado à fase de transição da reforma. Como esse ponto ainda está em regulamentação, o ideal é acompanhar as orientações oficiais publicadas pela Receita Federal e pelo próprio CGSN para não perder nenhum detalhe.
O que muda na prática
Se você é dono de uma micro ou pequena empresa e ainda não fez a opção pelo Simples Nacional para este ano, o adiamento te dá mais tempo para organizar a documentação e conversar com seu contador antes de bater o martelo. Isso é especialmente importante porque a escolha do regime tributário impacta diretamente quanto a empresa vai pagar de impostos e como isso será calculado ao longo do ano.
Para quem já é optante, o prazo extra também serve para entender melhor como a transição do IBS e da CBS vai afetar o negócio. Lembre-se que 2026 é o ano inicial da fase de testes da reforma, período em que PIS, Cofins, ICMS e ISS ainda continuam valendo normalmente. A CBS só passa a valer de fato a partir de 2027, quando PIS e Cofins deixam de existir. Já o IBS terá uma transição mais longa, entre 2029 e 2032, com o sistema completo entrando em vigor só em 2033.
Ou seja: não há motivo para pânico, mas também não vale a pena deixar para última hora. Prazos prorrogados tendem a passar rápido.
Exemplo prático
Imagine uma pequena loja de roupas que fatura, hipoteticamente, R$ 200 mil por ano. Ela ainda não havia formalizado a opção pelo Simples Nacional neste ano por falta de tempo para reunir a documentação com o contador. Com a prorrogação, a proprietária tem até 15 de outubro de 2026 para fazer essa adesão pelo Portal do Simples Nacional, sem perder o benefício da tributação simplificada para o restante do exercício.
Se ela perder esse novo prazo, a tendência é que precise aguardar uma nova janela de oportunidade (normalmente no início do ano seguinte) para tentar a opção novamente, o que pode significar meses recolhendo tributos pelo regime normal, geralmente mais custoso para pequenos negócios.
Se você quer entender melhor o impacto do regime tributário no bolso da sua empresa, vale a pena comparar os cenários possíveis nas nossas ferramentas de cálculo.
Próximos passos
Se sua empresa ainda não optou pelo Simples Nacional neste ano, separe a documentação exigida e faça a solicitação no Portal do Simples Nacional antes de 15 de outubro de 2026. Não deixe para os últimos dias, já que instabilidades no sistema em datas de pico são comuns.
Se você já é optante e quer entender como ficará o recolhimento do IBS e da CBS, fique de olho nas publicações oficiais da Receita Federal e do CGSN, pois essa parte da reforma ainda está em fase de regulamentação e pode trazer novidades ao longo dos próximos meses.
E, como sempre, antes de tomar qualquer decisão sobre regime tributário, converse com seu contador. Ele é quem vai avaliar o histórico de faturamento, o tipo de atividade e as particularidades do seu negócio para indicar o caminho mais vantajoso.